Entrevista com o autor Joseph Delaney





Joseph Delaney escreve livros de ficção científica e fantasia e alcançou o sucesso com a saga O Caça-Feitiço (Suas obras são traduzidas para cerca de 25 idiomas). Mas antes de levar uma vida exclusivamente dedicada à família e à escrita, ele trabalhou muitos anos como professor de inglês na Blackpool Sith Form College.

Como ele estará nesta segunda (07/09) na Bienal do Rio para lançar O Bestiário, livro paralelo da saga O Caça-Feitiço, nós conseguimos com que ele respondesse algumas de nossas perguntas sobre a vida de escritor e educador.


Os seus antigos alunos inspiraram a sua escrita? Eles foram a inspiração para algum de seus personagens? 

Joseph Delaney- Meus antigos alunos não inspiraram minha escrita diretamente e nem foram inspirações para nenhum personagem. A única pessoa real que inspirou um personagem foi minha mãe. Eu trabalhei numa fábrica, como aprendiz e eu odiava o trabalho! E ela me fazia ir ao trabalho! Era a minha obrigação! A mãe do Tom fez o mesmo com ele. Era a obrigação dele lutar contra a escuridão. Então minha experiência foi mais no personagem e na situação.


Como a profissão de efucador te ajudou no seu processo de escrita? 

JD- Eu acho que aprendemos mais quando ensinamos, porque você tem que entender alguma coisa antes de passar isso adiante. Então eu aprendi mais sobre literatura e escrita enquanto ensinava do que durante todas as aulas na universidade. Mais tarde eu também dei aulas sobre cinema e tive muita escolha com relação ao assunto da matéria. Por exemplo, eu me concentrei no gênero Vampiresco e assisti a filmes várias e várias vezes com os alunos. Por fazer isso que eu aprendi muito sobre como contar histórias através dos filmes. Talvez um pouco disso foi parar no meu próprio trabalho.

Você consideraria escrever alguma coisa diferente de ficção científica ou livros de fantasia?

JD- Sim, eu já escrevi em outros gêneros e comecei uma história de detetie (ainda não terminada). Mas eu realmente prefiro Ficção Científica, Terror, histórias folclóricas e de fantasmas.

O que você acha sobre esses grandes eventos como a Bienal?

JD- Eu acho que é excitante conhecer outros autores e absorver essa atmosfera de diferente de outro país e cultura. Eu estou animado para a Bienal e talvez eu consiga inspiração para o meu escritos aí no Brasil.

Como você vê o mercado editorial para aqueles autores que querem publicar seu primeiro livro?

JD- Eu acho que agora é bem mais fácil se auto-publicar. Por exemplo, e-books oferecem oportunidades de publicação que não existiam quando eu esta lutando para conseguir publicar. Entretanto, eu acho que assinar com uma grande editora (como a Penguin Random aqui no Reino Unido) ainda é muito difícil. Eu tive mais de noventa rejeições antes que "Caça Feitiços O Aprendiz"fosse publicado.. Uma vez que o primeiro livro é publicado torna mais fácil lançar outro livro. 

Uma pequena mensagem para seus fãs brasileiros? 

JD- Eu estou muito animado para conhecer vocês, responder suas perguntas e autografar seus livros! É uma grande aventura visitar o Brasil. E ansioso para experimentar a cultura, a comida e o sol!

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