[Resenha] O Duque e Eu, de Julia Quinn




Título: O Duque e Eu
Série: Os Bridgertons
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Ano:2013


 O Duque e Eu é o primeiro livro da Série Bridgertons, e nos introduz à família, numerosa e amorosa, da Viscondessa Bridgerton e seus oito filhos: Anthony, Benedict, Colin, Daphne, Eloise, Francesca, Gregory e Hyacinth. E sim, o finado Visconde e sua esposa tinham um jeito muito peculiar de dar nome aos filhos.  O livro conta a história de Simon Basset, o duque de Hastings, e da Srta. Daphne Bridgerton, e  suas aventuras de evitar pretendentes enfadonhos.

Simon Basset nasceu com um sério quadro de gagueira, o que retardou sua fala( ele disse as primeiras palavras aos quatro anos) e com isso ganhou o desprezo e a antipatia do pai. Durante anos, ele buscou essa aprovação e quando se convenceu de que nunca alcançaria o padrão de perfeição do pai, Simon jurou ser justamente tudo o que o pai não quisesse que ele fosse.

Enquanto está em sua segunda temporada em Londres, Daphne precisa aturar uma lista infinita de homens que sua mãe lhe apresenta a cada baile. E o maior problema de Daphne é que, além dos pretendentes enfadonhos, grande parte dos rapazes só a enxergam como uma amiga (E você aí achando que friendzone é uma coisa do século XXI). O mais recente Duque de Hastings passava por uma situação semelhante: Jovem, bonito e rico, para não mencionar o título mais alto da nobreza, Simon passa a ser o alvo de todas as mães que desejam desesperadamente casar suas filhas.

Ao notarem que partilham do mesmo infortúnio: mães desesperadas e filhos(as) entediantes, Daphne e Simon decidem fingir um compromisso, a solução perfeita para seus problemas.O plano é afastar o Duque das filhas desesperadas e fazer com que Daphne, através do seu novo status de relacionamento, torne-se atraente para os outros jovens. Logicamente, o plano dá errado e como sempre o coração parece ter suas próprias escolhas.

A Daphne não tem dramas, não é antissocial, não possui segredos, nem qualquer coisa do tipo. Ela gosta de festas, comprar e sonha em ter uma família. E é essa normalidade que ela exibe, que impede que os homens a vejam como uma esposa em potencial, exceto o Duque Bonitão. Ultimamente, o entretenimento tenta nos vender a imagem de que sinônimo de mulher forte é aquela que só quer saber de carreira e quer distância de homem e  casamento. Daphne vem para mostrar que toda mulher pode ser forte e destemida, cada uma do seu jeitinho.

As cenas de Daphne e Simon garante algumas risadas, mas nada comparado à intromissão dos irmãos mais velhos da protagonista. Anthony, Benedict e Colin são extremamente protetores e morrem de ciúmes da irmã mais nova. Confesso que é maravilhoso ver o Simon sofrendo nas mãos deles.

E eu não poderia finalizar esse post, sem falar sobre sobre a Sônia Abrão da Inglaterra Regencial:  Lady Whistledown. Essa misteriosa cidadã (ou seria cidadão?) escreve um periódico, onde expõe todos os acontecimentos da alta sociedade londrina, ela sabe de todos os segredos e não poupa ninguém na hora de escrever sua coluna. Quem será ela?  Não perca nossas próximas resenhas sobre essa série!




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