[Resenha] Legend - A verdade se tornará lenda, Marie Lu


Autora: Marie Lu
Páginas: 256
Ano: 2014
Editora: Rocco

Sinopse:  Nascida em uma família de elite em um dos mais ricos setores da República, June é uma garota prodígio de 15 anos que está sendo preparada para o sucesso nos mais altos círculos militares da República. Nascido nas favelas, Day, de 15 anos, é o criminoso mais procurado do país; porém, suas motivações parecem não ser tão mal-intencionadas assim. De mundos diferentes, os dois não têm motivos para se cruzarem, até que o irmão de June é assassinado e Day se torna o principal suspeito.  

Presos num grande jogo de gato e rato, Day luta pela sobrevivência da sua família, enquanto June procura vingar a morte de Metias. Mas, em uma chocante reviravolta, os dois descobrem a verdade sobre o que realmente os uniu e sobre até onde seu país irá para manter seus segredos, numa trama de forte conteúdo político e repleta de ação, reviravoltas e romance.



Vamos falar desse livro maravilhoso que eu descobri completamente por acaso. Um dia eu estava dando uma olhada no Submarino quando vejo três livros por R$23! Isso mesmo! TRÊS LIVROS POR R$23. Daí, eu dou uma olhada na sinopse e me encantei pela história. Legal, mais uma distopia para ler, entre muitas outras. Mas algo me chamou atenção em Legend.

Pense um pouco nas distopias que você encontra por aí: Jogos Vorazes, Divergente, Delírio, Destino, Crônicas Lunares e por aí vai. O que todas elas têm em comum? Uma protagonista feminina. O que acaba se tornando repetitivo, principalmente quando se adiciona o elemento "triângulo amoroso".  Mesmo sem o elemento X, depois de ler algumas distopias, você fica com aquela sensação de já li isso em algum lugar (Estou dizendo num aspecto geral. Sei que cada uma delas tem suas particularidades e méritos, e são todas lindas!) Mas isso não acontece em Legend, já que a autora escreve cada capítulo sobre o  ponto de vista de um dos protagonistas: ora June, ora Day.

O mais interessante é que nenhum é apenas o "par romântico" um do outro. Tanto Day quanto June têm papéis fundamentais na trama, com habilidades e históricos que vão se completando e igualando no decorrer do livro. Outra coisa que achei bem interessante: June não é a garotinha pobre, que se acha feia e acaba atraindo o olhar do cara mais bonito que ela vê. June vive na melhor parte da cidade, tem uma vida bem confortável, e ela é bem consciente com relação a sua aparência e inteligência, mas sem ser arrogante.
                                                                        
Ambos vivem na República, um lugar que antes foi conhecido como Estados Unidos (Certo, isso não foi muito original, mas dá pra relevar). Toda criança ao chegar aos 10 anos, precisa realizar uma prova, que é a responsável por, literalmente, decidir todo o seu futuro. Uma pontuação abaixo de 900 e você pode dar adeus a sua vida. Sim, para ter um emprego bem mais ou menos, você precisa tirar no mínimo 900 pontos na prova, cuja pontuação máxima é de 1.500 pontos.

A república possui alguns prodígios, crianças que conseguem uma excelente pontuação no teste e são mandadas para as melhores instituições de ensino do país. Nenhum prodígio jamais gabaritou a prova, suas notas sempre ficam entre 1.300 ou 1.400 pontos. Bem, nenhum prodígio até June. Ela se torna a menina dos olhos da república, fazendo grandes progressos na esfera militar.

Por outro lado, quando Day fez a prova, sua pontuação não passou de míseros 600 pontos e ele foi condenado a ir para um campo de trabalho forçado. No entanto, ele foge e é dado como morto, passando a viver nas ruas. Seu irmão mais velho, John é o único que sabe que ele continua vivo. Embora não seja o criminoso mais perigoso da República, Day é o criminoso mais procurado. Ele já cometeu muitos delitos. Mas nunca matou alguém. Pelo menos, não até cruzar com o irmão de June.

June começa então uma busca incansável por vingança. A missão da vida dela torna-se levar Day à prisão de qualquer maneira. Ela até se disfarça como uma garota de rua, na tentativa de achá-lo. Enquanto tenta lidar com seus sentimentos conflitantes, June descobre que muita coisa ali está fora do lugar: Que a praga que atinge os setores pobres, pode não ser uma epidemia comum. E que a morte de seu irmão Metias, pode estar interligada com a morte de seus pais, que ocorrera anos atrás ( e que era tida como acidental.) e que, talvez, Day não seja seu inimigo, mas um forte aliado.

Legend foi um dos melhores livros que já li esse ano, e me deixou tão viciada que já comecei a ler a continuação! Super recomendo a leitura!


" [...] Cada dia significa novas vinte e quatro horas. Cada dia quer dizer que tudo é possível de novo. Você pode aproveitar cada instante, pode morrer num instante, e tudo se resume a um dia após o outro."




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