[RESENHA] A Estrela Mais Brilhante do Céu - Marian Keyes

    É bem fácil identificar os livros da Marian Keyes, todos eles têm esse mesmo fundo de estampa na capa, como uma marca registrada. Por mais que na minha opinião a marca dela seja a própria escrita, ela tem um estilo próprio com seus narradores-personagens e histórias em primeira pessoa, a forma que ela descreve uma personagem e uma situação também é muito singular, pois a opinião do personagem sobre si mesmo é tão importante quanto a descrição da autora – tanto que, às vezes, fico em dúvida em saber se ele é gordo ou magro, bonito ou feio.
          Eu escolhi esse livro pra começar a falar da Marian porque foi depois desse que eu comecei a gostar das histórias dela (eu tenho quase todos que ela escreveu!), porque é especial, tocante e com um final muito bacana.
          A história gira envolta dos moradores de um prédio: Matt e Maeve moram no térreo, são apaixonados, tem um caderno que precisam anotar todos os dias alguma boa ação que fizeram, mas eles possuem um problema íntimo e, em algumas noites, parecem vigiar um mistério.
          No andar de cima mora Jemima, uma senhora de certa idade e seu cão, ela recebe seu filho de vez em quando em casa, e trabalha numa de cartomante por telefone. Acima moram dois gatões poloneses, Jan e Andrei, e também Lydia, que trabalha como taxista e durante a história precisa lidar com problemas familiares sérios – essa é outra característica de Marian, ela sempre trata de algo sério em seus livros, como auzimer, viciados em drogas, abandono, recuperação... No último andar mora Katie. Ela tem 40 anos, toda menina que eu conheço quer ser ela quando crescer: um excelente emprego, um lindo namorado, além de ela mesma ser linda.
          E o troféu de personagem mais misterioso e atrevido vai para o – tcham, tcham, tcham, tchaaaam – narrador. Isso aí. Não tem como não ficar intrigada com quem está contando a história, é simplesmente impossível! Mas não vou contar mais nada sobre ele não, mas cara, a gente fica pensando "como ele sabe tanto sobre esses personagens?? Quem é ele na história??".
          No desenrolar da história, tais personagens tão cativantes passam a se conhecer, além do “bom dia” e do “com licença” e cada um tem uma característica especial, é como se o leitor começasse a morar junto com eles, nesse lugar antigo e charmoso na Star Street, número 66.
          É um livro de cabeceira para quem curte uma leitura leve, inteligente e cativante.



..::Por Marina Salla::..




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