[Review] Rebirth #1





Vocês já perceberam que por aqui a gente gosta bastante de super heróis e que, com exceção do Filipe, nós preferimos mais a DC à Marvel em diversos campos.

A DC sempre esteve mais presente na minha vida que a Marvel (com exceção do Homem Aranha e dos X-Men) e eu assumo que antes do primeiro filme do Homem de Ferro, grande parte dos heróis da Marvel eram desconhecidos, ou eu não tinha nenhum interesse neles. É inegável dizer que a DC teve um papel muito importante na infância de muitos aqui, devido as suas animações e os primeiros filmes de Batman e Superman.

Embora eu sempre tenha gostado do Superman, eu comecei a ler quadrinhos relativamente tarde, lá pelos 17/18 anos e o principal culpado por isso foi Smallville. Confesso que não conseguir manter o hábito tão rotineiro quanto eu gostaria. Mas mesmo quando eu não lia, eu estava sempre por dentro do que estava acontecendo dentro do DCU (Universo da DC).

Mas aí veio o ano de 2011, e com ele o maldito reboot chamado "Os Novos 52". Eu não consigo descrever o que eu senti quando eu li que o melhor casal de todos os tempos, Lois e Clark, não estariam mais juntos e que o maior temor da minha infância, Superman e Mulher Maravilha, seriam um casal. (Eu era um criança um pouco problemática...).  Antes que vocês joguem pedra dizendo: "Você tá sendo hater só por causa de shipper?"  Não! Quanto mais as edições eram lançadas, o que eu ouvia sobre esse novo Superman não condizia com a imagem que tinha sido construída ao longo das décadas. Coisas que eu amava na personalidade dele ficaram bem descaracterizadas nos Novos 52.

Outra coisa que me deixou chateada foi a "morte" do Wally West. O Barry Allen foi o Flash da minha, digamos, primeira- infância (Sim, eu assisti a série com o John Wesley Shipp). Ele, juntamente com o Batman do Michael Keaton e o Superman de Christopher Reeve, foram os pilares do meu amor pelos super heróis. Mas quando chegou na minha pré-adolescência/ adolescência eu fui apresentada ao Wally West e aí eu me apaixonei. Para vocês terem uma ideia, eu lia fanfics com o Wally West e a Linda. Dentro da DCU eles estão na minha lista Top 5 de casais favoritos.  E terem tirado ele do DCU e voltado com o Barry, foi algo que mexeu muito comigo, de forma negativa.

Eu passei quatro anos falando mal dos Novos 52, até que finalmente decidi ler algo do tipo e tive gratas surpresas com Batgirl, Nightwing e, por que não, The Flash.

Quando a DC anunciou Rebirth, me deixou bem animada com a possibilidade de rever as versões mais clássicas dos heróis que eu tanto amava. Mas nada me preparou realmente para o que eu estava para ler. Logo na primeira página, temos um narrados desconhecido, que vai falando sobre o tempo, a Terra e do quanto ele ama esse planeta, de como as coisas parecem estar no lugar, mas que na verdade tem muita coisa faltando, só que a maioria das pessoas não sabem. Mais algumas páginas e descobrimos que o misterioso narrador é ninguém menos que Wally West.



Wally meio que faz um resumo de tudo o que aconteceu no Universo da DC nos últimos anos. Sobre como era a vida dele antes de Flashpoint, como eram a vida dos heróis agora. Ele está preso na Força de Aceleração desde os acontecimentos de Flashpoiint, quando Barry decide voltar no tempo e salvar a mãe e acaba causando uma ruptura do tempo.(Claramente percebemos que Barry voltar no tempo sempre vai resultar em alguma m...)

Os novos 52 tirou 10 anos da vida dos heróis, se compararmos aos originais, e com isso ninguém se lembra do Wally. Ele tem momentos em que consegue "aparecer " para alguém, e ele só precisa que alguém se lembre dele  para que ele consiga se libertar da força de aceleração. Primeiro ele tenta o Batman, e falha, Ele tenta outros personagens, e como uma última esperança ele vai para a Linda, o amor da vida dele. Mas ela não o reconhece e aí ele meio que aceita o destino dele.


Sendo assim, ele tenta se despedir do Barry Allen, e é fofo ver ele se lembrando dos momentos que o levaram a ser o Kid Flash, e o inesperado acontece: Barry se lembra dele e o retira da força de aceleração! E gente, confesso que chorei nesse reencontro. O abraço deles foi lindo.

Wally explica para Barry que uma força exterior está por trás das drásticas mudanças que ocorreram nos Novos 52, como se alguém quisesse reescrever a história daqueles heróis.Apagando relacionamentos, amizades, como que tirasse a cola que mantinha tudo no lugar. Wally ainda fala que essa pessoa é mais poderosa que Darkseid, mais poderoso do que qualquer pessoa que  já enfrentou.

Para vocês entenderem melhor o que eu senti, eu vou deixar uma citação de uma das primeiras reviews de Rebirth que li (Nerdist), que acho que resume bem essa transição.
"Para muitos fãs, Wally se tornou um símbolo de tudo o que os Novos 52 eram contra: ele era um personagem com um legado ("legado" igual a "uma coisa ruim", como mostra personagens que tinham uma história, e por tanto, eram mais velhos) e ele era casado e com filhos ( também ruim, já que mostra personagens felizes e realizados, sem falar em mais velhos). Então seu destaque nessa HQ é o primeiro sinal de que as coisas estão prestes ao voltar ao normal."

Quando eu acabei de ler Rebirth, eu só queria pegar o Geoff Johns, abraçar e nunca mais soltar. As metalinguagens, o vislumbre de casais clássicos que devem voltar, a nova (e importante) adição ao DCU...são tantas coisas! Não posso dar menos de 5 estrelinhas. Impossível!








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