[Resenha] Fuga da Biblioteca do Sr. Lemoncello, de Chris Grabenstein.





Sinopse: Kyle é fanático por todos os tipos de jogos — de de tabuleiro, palavras-cruzadas e principalmente videogames. Seu ídolo, Luigi Lemoncello, o mais famoso, excêntrico e criativo criador de jogos, também é o responsável pelo projeto da nova biblioteca da cidade. E o melhor: O próprio Sr. Lemoncello estará presente na especial e exclusiva noite de inauguração. Com algum esforço e um pouco de sorte, Kyle consegue ser uma das doze crianças convidadas a passar a noite na biblioteca repleta de jogos. Quando amanhece, no entanto, todas as portas estão estão trancadas! Agora Kyle e as outras crianças terão que solucionar cada pista e decifrar cada charada para encontrar a saída! Será que você consegue descobrir como escapar da biblioteca?

Desde sua primeira adaptação em 1971, inúmeras gerações de crianças(e adultos também!) já fantasiaram com a possibilidade de visitar a Fantástica Fábrica de Chocolates: se jogar naquele líquido doce e viscoso, cantar com os oompa loompas e presenciar as invenções mais malucas. Por que eu estou começando a resenha do livro falando sobre Willy Wonka?  Ah, porque o Sr. Lemoncello e o Sr. Wonka têm muito em comum!

O nosso protagonista, Kyle, tem 12 anos e  é o filho mais novo de três irmãos. Mike é o atleta,  Curtis é o inteligente, enquanto Kyle é...bem, Kyle é o caçula! Em sua escola há um concurso de redação, onde os 12 melhores autores estão convidados a participar da inauguração da Biblioteca do Sr. Lemoncello e passarão a primeira noite lá.
O que as crianças não fazem ideia é que toda a biblioteca é um grande jogo de tabuleiro, e que eles estão trancados ali, e vão precisar usar seus conhecimentos gerais e literários para conseguirem fugir do local. O prêmio para quem conseguir tal proeza? Ser o rosto nos comerciais Lemoncello.

Para a felicidade de Kyle, entre as outras 11 crianças está sua melhor amiga Akimi e seu amigo Miguel. Em contrapartida, Charles Chiltington. também está presente. E não preciso nem falar que ele e Kyle são "arquinimigos". Ele e Akimi logo percebem que como equipe, eles têm muito mais chances de ganharem o prêmio.

Akimi é a voz da razão do Kyle e eu gostei muito dela, mas os personagens que mais me conquistaram foram a Sierra e o próprio Kyle. No começo da história a Sierra é uma menina que vive com a cara enfiada nos livros. Ela é um gênio, uma máquina de leitura, mas não tem amigos. E ela vai percebendo que uma aventura real, com amigos de verdade, pode ser até mais interessante que os livros.

 Por outro lado, Kyle tem amigos, Akimi e Miguel, e é viciado em jogos, mas nunca foi muito dado aos livros, e no decorrer do jogo ele percebe o quanto ler pode ser emocionante e uma grande aventura. O livro é recheado de referências aos clássicos, a bestsellers atuais e é lindo ver Kyle descobrindo a beleza dos livros e fazendo uma lista mental de todos que ele lerá no futuro.


Eu terminei a leitura com uma vontade louca de voltar aos meus 12 anos, a todas as descobertas através dos livros que fiz naquela idade. Mas mais que tudo, eu terminei o livro desejando que essa biblioteca existisse e que eu pudesse me perder dentro dela por uma noite. 





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