[Resenha] Única Filha, de Anna Snoekstra.



Título:Única Filha
Autora: Anna Snoekstra
Editora: Harper Collins
Páginas 256

O livro conta a história de duas mulheres: Rebecca Winter, que foi sequestrada em 2003; e da impostora que assume sua identidade em 2014, numa tentativa de fugir da prisão. 

Em 2003, Rebecca vivia a vida normal de uma adolescente. Ela tinha um emprego de meio período numa lanchonete, saía com sua melhor amiga e tinha uma queda por seu colega de trabalho, que além de lindo, era alguns anos mais velho que ela. Mas nem tudo é o que parece. Rebecca vem sendo atormentada por fatos estranhos que acontecem ao seu redor: ela tem lapsos de memória, tem sempre a impressão de estar sendo vigiada e já está beirando a paranoia com esses acontecimentos.

Em 2014, uma mulher é pega furtando e está prestes a ir presa, quando declara ser Rebecca Winters. As duas compartilham uma semelhança inexplicável, o que faz com que a impostora seja aceita por todos na família. Mãe, pai, irmãos, amigos...todos parecem acreditar nela. A única pessoa que fica pressionando-a é o detetive...., que tenta de todas as maneiras fazer com que "Becky" recobre as lembranças do dia do desaparecimento e também de seu cativeiro.Enquanto tenta o seu melhor para despistar o detetive, "Becky" começa a notar coisas estranhas ao seu redor, acontecimentos que poderiam provar que quem quer que seja que raptou Rebecca anos atrás, está bem perto. 

Bem, o livro já ganha pontos extras por não se passar nos Estados Unidos. Não me levem a mal, eu não tenho nada contra a terra do Tio Sam, mas tanto nos livros, quanto fora deles, gosto de conhecer lugares novos, e sem dúvidas ter a quente Austrália como pano de fundo foi revigorante.

Como o livro intercala presente e passado, usando as pontos de vistas da falsa e da verdadeira Rebecca Winters, o leitor consegue montar sua própria teoria do que pode ter acontecido, enquanto os fatos estão se desenrolando. 

A narrativa do livro flui e te prende de uma maneira, que te deixa até sem dormir (experiência própria!). Além do mais, embora eu tivesse desconfiado do(a) culpado(a) em determinado momento eu não achei o desfecho previsível e nem muito óbvio.









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