[Resenha] Rainha Vermelha, Victoria Aveyard



Título: A Rainha Vermelha
Autora: Victoria Aveyard
Série: A Rainha Vermrlha
Editora: Seguinte
Páginas 424


Eu comprei esse livro na Bienal de 2015, demorei um ano para lê-lo e, pelo visto, mais de um ano para terminar essa resenha (hehehehe). Nos anos de 2015 e 2016 o livro foi bem hypado no meio literário. E apesar de toda essa atenção recebida, o livro dividiu as opiniões.


Seguindo a fórmula mágica de 90% das distopias, Mare Barrow, mora na região mais pobre do reino e luta para sustentar a família. Certo dia, com a ajuda de um estranho misterioso, Mare consegue um emprego no Palácio Real, o que é uma perspectiva bem melhor que servir ao exército e morrer nos campos de batalha.

O mundo de Mare se divide em duas cores: vermelho e prateado. As pessoas de sangue vermelho são as pessoas comuns, as de sangue prateado são as casas nobres e eles possuem poderes especiais como controlar o fogo, ler pensamentos,  super velocidade, controlar metais e por aí vai. (imagine um mundo onde os X-Men são a nobreza). Cada casa tem um poder específico. Por exemplo, os  da Casa Calore controlam o fogo, os da Casa Samos controlam metais e assim sucessivamente. A parte científica dessa questão não é abordada no livro, mas aparentemente, apenas os pais são capazes de passar os genes dos poderes para as próximas gerações.

O rei tem dois filhos: Cal, é filho de sua primeira esposa e é um líder nato, cujo comportamento é bem explosivo. O outro, Mave, é filho da esposa atual, ele é mais contido e tímido. Bem no dia em que há uma competição para escolher a esposa de Cal, entre as herdeiras das Casas Prateadas, um acidente acaba acontecendo e Mare descobre que tem poderes, mesmo sendo uma vermelha. A família real tenta abafar o caso, dizendo que ela é uma filha perdida de uma casa extinta e ainda anunciam o noivado dela com o príncipe mais novo.

Mare precisa aprender a agir como uma prateada, enquanto se prepara para seu casamento com Mave, ao mesmo tempo  lida com seus sentimentos por Cal e pela recém descoberta organização rebelde que quer acabar com a opressão dos prateados.

Rainha vermelha não apresenta nada de novo. Não tem nada no livro que realmente te surpreenda, já que o maior plot twist que o livro apresenta, é uma dúvida que a autora coloca em nossas mentes desde o início. Desde o início já sabemos que pode acontecer, e quando acontece, não surpreende tanto.  No entanto, Rainha Vermelha é uma mistura de clichês que dão certo. Victoria escreve muito bem e o enredo te prende, mesmo você desconfiando do final, você precisa chegar até o final, só para ter certeza. E mesmo o livro não tendo me causado nenhuma grande surpresa, ele me instigou a continuar a série.  

Convenhamos, um clichêzinho até cai bem, não é?





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